8 carros da Fórmula 1 que foram bizarros demais pra continuar existindo

14 11 2015


Ao longo do tempo a Fórmula 1 foi se tornando uma das principais fontes criativas capazes de desenvolver e melhorar diversos pontos importantes no universo automotivo. Se hoje você dirige um carro econômico, forte e seguro, existe uma lista de engenheiros da F1 que deveriam receber seus agradecimentos…

Os caras por trás das corridas que nós assistimos há anos narradas pelas vozes de comentaristas da globo são os responsáveis por tudo o que conhecemos hoje se tratando de desempenho e aerodinâmica, de tecnologia de pneus, combustíveis e por evitar que os pilotos sejam desintegrados nos acidentes, se vc parar pra pensar são bolas de ferro acelerando à quase 400km/h… Não deve ser nada fácil…

Como cada equipe é obrigada a desenvolver seu próprio carro (ou comprar eles prontos), e o principal objetivo de uma competição é vencer, os carros chegaram até 2015 com uma certa semelhança, obedecendo leis da física e regras das corridas que os deixam muito mais proximos uns dos outros. Hoje pequenos detalhes fazem a diferença em corridas onde cada segundo conta, mas pra chegar nesse ritmo, os times de engenheiros já fizeram muita bizarrice…

Então, sem mais delongas, vamos ver os carros da Fórmula 1 que foram bizarros demais pra continuar existindo:

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Tyrrell P34

Tyrrell-P34

Pra começar a gente já tem o Tyrrell P34, se você não perceber nada de errado na foto, para olha de novo e conta o número de rodas que os caras resolveram enfiar nesse carro que disputou as temporadas de 76 e 77. O maior problema dele, apesar de ter um inicio promissor, foi que a goodyear não tava muito preocupada em desenvolver os pneus pras rodas dianteiras, já que esse era o unico carro da F1 que precisava delas, no fim de 77 já tava impossível insistir na ideia, pq os pneus esquentavam demais e o carro ia ficando mais lento durante a corrida, assim o P34 foi abandonado.

Ligier JS5

Ligier-JS5

Mais conhecido como “CHALEIRA”, o Ligier JS5 foi desenvolvido com um foco principal que acabou virando uma obsessão da equipe logo na primeira temporada que eles participaram: ACABAR COM O SUPER AQUECIMENTO DO MOTOR. Como resolver isso? Bom, eles decidiram que a melhor ideia seria aumentar a entrada de ar, tipo muito, mas claro sem esquecer o estilo e a aerodinâmica… Bom, eles esqueceram sim o estilo e a aerodinâmica e o carro virou uma piada assim que apareceu… O bullying até que fez bem pros caras, já que na temporada seguinte o modelo já tava BEM MENOS extravagante…

March 711

March-711

Na temporada de 71 os caras resolveram dar uma inovada na asa dianteira e elevaram ela um pouco quando fizeram o segundo carro da March, o March 711, a fim de parecer sei lá, uma mesa de centro feita na tok & stok.. Esse formato de tábua de passar roupa foi uma aposta arriscada, porém levou o Ronnie Peterson ao vice campeonato naquele ano com uma média de 247,016 km/h por volta… Claro que aos poucos os engenheiros foram descobrindo que não era muito bom manter uma prancha de surf na frente do carro e que as vitórias eram mais mérito do Peterson, assim a ideia foi ficando pra trás…

Ensign N179

Ensign-N179

Em 79, no GP da África do Sul a equipe britânica decidiu lançar um carro que tinha tudo pra mudar os rumos da Fórmula 1 (risos)… Bom, a ideia era mais uma forma de distribuir o peso e diminuir a ação da força G, pra isso eles colocaram todos os radiadores do carro em uma espécie de escadinha, ou pirâmide, na dianteira, deixando ele com essa aparência um pouco exagerada… Claro que o carro foi motivo de piada, e não, eles não obtiveram muito sucesso…

Eifelland Type 21

Eifelland-Type-21

Quando a Eifelland decidiu entrar no ramo do automobilismo muitas apostas foram feitas, uma delas foi no famoso carro Type 21, que ficou famoso por ser uma das maiores aberrações que passaram pela Fórmula 1… Bem, o que acontece é que o designer contratado, o suiço Luigi Colani, tinha um vicio em formas arredondadas. Depois de conseguir um March 721 e transformar ele em um novo carro, os resultados apareceram. O retrovisor por exemplo ficava no alto, NA FRENTE DO COCKPIT, atrapalhando o piloto que agora tinha a visão da pista dividida em duas, pra ajudar o espelho era ineficiente, já que refletia quase nada pq o carro tinha aquela asa traseira gigante… Ser só um carro feito, ok, agora ser feio e defeituoso, aí não dá…

Williams FW07/08 six-wheeler

Williams-FW07-08-sixwheeler

Depois daquela fase do P34 os engenheiros tinham esquecido um pouco dessa coisa de colocar 6 rodas em um carro de F1, mas isso só durou até 81 quando a Williams começou a se ver pra trás de equipes como a Renault e a Ferrari, que já começavam a ter motores melhores e com isso as melhores posições em quase todas as corridas. Depois de tentar convencer o Enzo Ferrari a vender seus motores e receber um delicioso “NÃO”, a Williams chegou à conclusão de que era hora de investir em aerodinâmica, chegando até esse modelo… Depois de vários testes e várias quebras de recordes, a FISA viu que o carro na verdade era uma máquina de matar pilotos e instituiu logo em seguida que à partir de 83 apenas carros com 2 eixos seriam permitidos na F1.

Brabham BT23C

Brabham-BT23C

Nos anos 60/70 os engenheiros começaram a testar as asas e a aerodinâmica pra ajudar seus carros a conseguirem melhores desempenhos durante as corridas, então, quase todo tipo de loucura era válida já que naquela epoca ninguém sabia muito bem o que tava fazendo. A equipe da Brabham então pensou, pensou, pensou e enfim chegou num modelo que poderia muito bem ter sido desenvolvido pelo Santos Dumont, o BT23C.. Infelizmente pros caras a asa absurda só deixava o carro mais pesado e ela logo foi descartada.

Brabham BT26

Brabham-BT26

A Brabham tentou todo tipo de asa na aerodinâmica dos seus carros, os caras não tinham limites e queriam a qualquer custo superar a deficiencia que eles tinham no motor de outro jeito que não fosse arrumar o motor, já que isso custava muito mais dinheiro. Então, no modelo BT26 eles decidiram que era hora de colocar mais uma asa elevada e isso até que ajudou muito o carro a se tornar mais rápido, porém, o problema do motor continuou e ele passou a não aguentar a velocidade que atingia, quebrando corrida sim, corrida não… Feras demais meu irmãozinho…

Bom gente, dá pra ver que dos anos 60 aos 80 a galera tinha uma criatividade absurda pra tentar burlar as leis da fisica e fazer os carros aumentarem suas performances… O pior é que nem dá pra dizer que essa criatividade ficou só por lá, ao longo da historia tivemos muitos mais carros bizarros correndo na F1, esses foram só alguns que eu resolvi citar mesmo auhauhauh…



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